Não é segredo nenhum que eu adoro ir ao ginásio. O que para muitos é um sacrifício e obrigação para mim é um prazer.

Já não ia ao Clube desde fevereiro … sim para quem gosta é muito tempo! Demasiado. Desde o início do ano que a minha vida deu uma grande volta e tentar organizar tudo leva tempo, principalmente com crianças mas vou guardar esse assunto para outro post. 🙂

Desde miúda que pratico desporto. Comecei na natação aos 5 anos por questões de saúde (tenho asma), depois veio o ténis (um desporto muito querido na minha família que atravessou gerações), equitação … sem esquecer a dança jazz, dança do ventre e sapateado. Foi assim até aos meus 15/16 anos.

O ginásio veio mais tarde. No início a minha relação era de obrigação: ia porque tinha de ir, porque queria sentir-me bem com o meu corpo. Nesta matéria (de corpo/peso) sempre tive grandes lutas… ainda hoje tenho, confesso. Não é fácil. E não, não é para/pelos os outros. É para/por mim. Gosto de me sentir bem. Não estou só a falar fisicamente. Psicologicamente o ginásio faz maravilhas.

Nos últimos 2 anos descobri a corrida, eu que cresci a ouvir dizer que não podia correr por causa da asma. Comecei devagar. 5 minutos, 10, 15, 20, 30 … até chegar a 1 hora acorrer na passadeira. E sabem que mais? Nem dou pelo tempo passar. Acho que ali naquele momento travo todas as minhas lutas. Umas vezes ganho, outras nem por isso mas saio de cabeça limpa e pronta para voltar à carga no dia seguinte! 😉

Quase com 40 anos descobri que participar em corridas é maravilhoso, desde o espírito entre os participantes ao apoio de quem sai à rua. Já participei por duas vezes na São Silvestre e se tudo correr bem este ano lá estarei! Não olho para os tempos, apenas penso em terminar a prova. Se conseguir um bom resultado, melhor. Se não conseguir, tudo bem na mesma. Participei e cheguei ao fim. Bom!

O segredo da corrida, e se calhar do desporto, está na cabeça. Se formos fortes e focados, aguentamos. Eu estou para aqui falar em ser forte quando eu sou a mulher que choro por tudo e por nada … no entanto se há uma altura em que me sinto “forte” e focada é quando estou a treinar.

E se aos 37 descobri a corrida, aos 38 estou a descobrir que sou mais forte do que pensava. Ainda tenho um longo caminho, muito longo mas estou na luta! 😉

“Insiste, persiste e não desiste.” Vamos a isto?

 

 

 

 

 

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