Se entre nós já se tornou vulgar incluir a cozinha asiática, nomeadamente o sushi, na lista de preferência no que toca a refeições, também é certo que a tendência trouxe uma banalização dos ambientes. Numa proliferação de restaurantes em que a fusão de cozinhas e de estéticas retira a aura de fascínio e de encanto tão necessária à degustação e ao prazer de comer algo verdadeiramente bom.

Todavia, há ainda “bolhas” onde se pode entrar e deixar-se ir pelos sentidos. Uma delas é o Hanaya Sushi & Bar, um lugar que é mais do que um restaurante de cozinha japonesa. Aliás, se não fosse o seu nome, não se estabeleceria qualquer associação entre sushi e esta atmosfera de elegância contida que nos acolhe. Lá dentro, o ambiente demarca-se dos demais, quer pela estética quer pelo conceito, o qual se deve a Yaroslav Galant.

No Hanaya Sushi & Gin Bar, os princípios da filosofia e cultura nipónicas foram sabiamente trabalhados para se fundirem, de forma subtil mas presente, com as influências que o Oriente produziu na cultura e na sociedade ocidentais e o resultado são espaços intimistas em que tudo denota um primor pensado para que sintamos serenidade.

Neste estado de tranquilidade e de descontracção, a mente e o palato ficam, então, aptos a degustar as propostas que se apresentam na ementa. E quase nem é preciso escolher, poderia ser uma decisão em jeito de “an-dó-li-ta” já que tudo é tão bom, tão delicioso e tão delicado. E tão coeso e coerente… a tal subtileza que mencionei há pouco.

O nome é uma homenagem a Hanaya Yohei, um cozinheiro japonês considerado o primeiro sushiman da História, e em Lisboa o restaurante descobre-se em duas moradas: a primeira e original na Quinta das Conchas, aberto há mais de ano e meio; e a segunda na Rua Nova do Almada, aberto há poucos meses.

Sandra Marques Augusto | Colectivo 71.86

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