Diz o provérbio popular que o saber não ocupa lugar, a escolástica afirma a superioridade do intelecto e a sociedade pede a formação profissional. Mas o certo é que nem sempre nos apetece encher a cabeça com números e letras para satisfazer a vontade de aprender uma matéria nova, um tema diferente. Às vezes, tantas vezes, apetece literalmente “meter mãos à obra” e deixar que seja o corpo a (re)descobrir o mundo à nossa volta, dando descanso à mente.

É assim que a Volta Criativa entra na nossa vida, com propostas para “treinar” as mãos e dar-lhes o prazer de se readaptarem a texturas que um dia ocuparam a nossa infância – pincéis e tintas, serrotes e madeiras, cordel e papel, cola e barro, agulhas e linhas. Aprender a construir um banco, a encadernar um livro ou a moldar uma jarra são algumas das coisas a que nos podemos dedicar, seja num curso ou num workshop, em período pós-laboral ou num sábado.

Das áreas à escolha temos a serigrafia, a risografia, a marcenaria, a encadernação e a cerâmica, havendo oficinas equipadas com máquinas, ferramentas e materiais. Para quem já tem noções e precisa apenas de espaço para praticar (porque a roda de oleiro não é aquela peça de mobiliário que dê para ficar na sala), pode alugar uma oficina pelo tempo que entender. Arrisque. Experimente. DIY.

Sandra Marques Augusto | Colectivo 71.86

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