Os grandes mestres das artes e das humanidades sempre inspiraram, inspiram e hão-de continuar a inspirar gerações por toda a eternidade. Intencional ou pura coincidência, tantas vezes as suas obras parecem falar directamente ao nosso coração e à nossa consciência e as suas vidas, na sua pacatez ou grandiosidade, parecem ter caminhado a mesma estrada que as nossas vidas, aquelas que quase sempre consideramos banais, vazias, sem sentido.

Talvez por isso, um quadro, uma música, um poema ou um romance é-nos mais do que papel, tinta, acordes e instrumentos. E talvez por isso, nos identifiquemos de imediato com um destes mestres. Talvez por isso, Dorota Kobiela e Hugh Welchman se tenham juntado para realizar e escrever o argumento deste filme único e sublime – A Paixão de Van Gogh.

Estreado ontem entre nós, A Paixão de Van Gogh é o primeiro filme do mundo totalmente pintado à mão. Sim, leu bem. Pintado à mão. Centenas de artistas pintaram à mão cada um dos milhares de frames que compõem a película deste filme e o resultado é uma ode à vida e à obra deste artista que revolucionou a Arte. Ora veja aqui o trailer.

Abordando a controvérsia sobre a morte de Van Gogh, o filme conta-nos a história da viagem que Armand Roulin vai fazer para entregar uma carta. Armand é filho de Joseph Roulin, o carteiro que criou uma estreita amizade com Van Gogh e que se sente na obrigação de entregar em mão a carta dirigida ao irmão do pintor. Na impossibilidade de ir ele próprio, envia o filho e dá-se o início de uma busca que personagens e espectadores farão ao longo de 88 minutos.

Sandra Marques Augusto | Colectivo 71.86

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