Quando escrevi este post não sabia o que era correr em grupo, treinava por vezes acompanhada, muitas vezes sozinha, e o Team It’s Up to You ainda não existia e muito menos as típicas bolachas crocantes de cacau e aveia J.

Apesar dos pensamentos que temos quando o esforço aperta se manterem a motivação agora é outra e só por isso foi possível fazer até ao momento oito meias maratonas e ter-me estreado em Maio passado numa maratona, que correu muito bem, o que para mim é sinónimo de não ter havido sofrimento.

Mas vamos lá saber o que se passou à terceira vez que me meti nesta aventura de correr provas longas J

Pois é, ao contrário do que era suposto, a terceira meia maratona foi a que mais me custou de todas (também não são muitas…). Quando falo em experiência é no sentido de termos a vantagem de sabermos para o que vamos, quando a objetivo deixa de ser única e exclusivamente chegar ao fim sem parar de correr, passando a existir um novo fator, o tempo quando comparado com os anteriores.

O meu objetivo para a terceira meia maratona era terminar em menos de 2h. Apesar de todos os avisos e recomendações e de ter lido posts que escrevi no passado coincidirem no fato da primeira metade da prova dever ser feita em velocidade moderada ou mesmo lenta, na realidade e apesar de achar que ia em modo jogging, fiz um tempo absurdamente rápido para o meu habitual, nos primeiros 7km.

Aos 14km comecei a pagar a fatura e penei até ao final. Com altos e baixo, ou melhor, com médios e baixos profundos, chegando ao ponto de pensar em desistir, de me questionar sobre o que estava ali a fazer, pensava que se acabasse esta meia maratona ia ser a última, nem pensar em fazer maratonas, e em oposição, dizia para dentro “eu consigo”, “eu vou acabar isto”, “se os que estão à minha volta estão a fazê-lo que desculpa tenho eu para não ser capaz”, e por aí em diante.

Estou grata pelas palavras de motivação que fui ouvindo sempre que abrandava drasticamente o ritmo e foi também graças a isso que consegui cumprir o objetivo de ficar abaixo das 2h.

Apenas a um quilómetro da meta tive real noção que ia conseguir terminar a prova dentro do objetivo, até lá questionava-me se não iria começar a andar, e lá se ia o tempo.

Conclusão, sofri na pele não ter conseguido controlar a velocidade durante a primeira parte da prova e, como não há melhor ensinamento do que aquele que nos faz sofrer, acredito que esta experiência serviu de aprendizagem para quem, apesar de tudo, ainda não desistiu de fazer uma maratona.

Agora é altura de recuperar que o dia foi longo!

Próxima prova? It’s (always) Up to You J!

Raquel

 

 

 

 

 

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