Dezembro. Se às 12 baladas o relógio a Gata Borralheira viu-se despojada de vestido e de carruagem, o ano aguarda pelo mês número doze para se enfeitar de festa durante 31 dias. O frio impiedoso, a chuva e o vento gélido, as guerras e a miséria humana, as taxas do INE e as controvérsias políticas, nada mas mesmo nada nos retira a esperança que Dezembro nos oferece. E ainda bem!

É esta Esperança que enche o coração, e a alma, e o corpo, e nos alimenta ao longo do ano. Uma esperança que se faz de sorrisos, de abraços, de amor – e talvez por isto mesmo, as prendas de Natal sejam ainda mais importantes do que meros símbolos da trilogia ouro, mirra e incenso. Cada embrulho oferecido é um gesto de generosidade – porque a energia positiva é uma dádiva que só funciona em acção.

Assim, deixemos de lado os pudores, as culpas e os complexos e atiremo-nos à escolha daqueles que serão os fiéis representantes do espírito natalício – os presentes. Para quem privilegia artigos com carácter e autenticidade, mas não tem jeito ou tempo para fazer prendas DIY, fica a sugestão de passar pelo Natalis, um mercado de Natal que reúne artistas, artesãos, produtores e projectos nacionais.

Seguindo a tendência de optar por um estilo de vida mais saudável e valorizar o “Made in Portugal” e as técnicas tradicionais, faz todo o sentido apostar neste tipo de ofertas e dinamizar uma economia sustentável e responsável: chocolates, doces convencionais, queijos e enchidos, decoração e artesanato, livros, moda e acessórios. E par disso, ainda teremos coros, uma exposição de presépios e momentos dedicados a showcooking e workshops.

Para visitar até dia 10 de Dezembro, inspirar-se, experimentar e oferecer. Ho Ho Ho!

Sandra Marques Augusto | Colectivo 71.86

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