Às portas do Natal, entre o frufru dos embrulhos e o aroma das rabanadas, caberá ainda no cabaz uma estória de Natal? Neste Inverno que se faz de muito frio, é mais do que aconchegante ficar no “escurinho do cinema” a ser tocado pela mesma magia que em tempos insuflou o espírito do célebre escritor Charles Dickens.

O Homem que Inventou o Natal transporta-nos para a Londres do século XIX e faz-nos entrar na vida e na mente de Dickens, numa fase em que nada parecia correr bem e tudo se levantava como obstáculo. Desmotivado pelo fracasso de vendas das obras posteriores ao best-seller Oliver Twist e pressionado tanto pela expectativa do editor e do público como pelos credores, Dickens não consegue nem concentrar-se nem inspirar-se e nada sai para o papel. Todavia, eis que surge uma ideia e, tal como uma semente, Dickens alimenta-a: a personagem Ebenezer Scrooge começa a ganhar vida e à volta deste velho rezingão de coração empedernido o escritor tece o enredo de um dos marcos da literatura mundial, Um Conto de Natal.

O Homem que Inventou o Natal é uma estória dentro da estória e da História, que encanta e faz sonhar, mas que também nos aproxima do processo criativo da escrita e nos inspira. Realizado por Bharat Nalluri, o filme foi baseado no livro homónimo do historiador Les Standiford e conta nos principais papéis com Christopher Plummer, Dan Stevens e Jonathan Pryce.

Ho Ho Ho, Feliz Natal!

Sandra Marques Augusto | Colectivo 71.86

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