Tentar passar para aqui tudo o que vivi nos últimos dias não é fácil mas vou dar o meu melhor.

Eu sabia que queria sair da minha rotina por uns tempos, celebrar uma ocasião especial (em breve conto tudo, prometo!) num sítio inspirador e, claro, altamente romântico. Agora onde … essa era questão! Confesso que por norma deixo estas decisões para o Miguel. Ele conhece-me como ninguém e é a pessoa mais atenta à face da terra. Conversamos no dia a dia, vai apanhado os detalhes, os desejos e quando menos espero … pumba! Mimo à minha espera. 😉

Foi o que aconteceu. Eu já seguia os Moinhos de Ovil há muito no instagram e cada vez que parava por aquelas fotos, pensava: “caramba! que sítio perfeito. Lareira, mantas, uma vista incrível e um copo de vinho. Parece-me tão bem!” Recentemente tinha mostrado umas fotos ao Miguel … e eis que uns dias depois:

“Amor, está tudo tratado. Vamos para os Moinhos!”

(Sorriso gigante e um abraço longo)

“Não posso. A sério?!”

“Tudo tratado e com alguns mimos à mistura!”

Acho que naquele dia voltei a namorar o instagram Moinhos de Ovil e suspirei.

O dia chegou. A Eduarda dos Moinhos (como gosta de assinar) tinha dado algumas instruções:

  • Levar roupa quente ( a casa é mesmo em cima do rio);
  • Calçado confortável;
  • Pouca bagagem ( o carro não vai à porta )

Chegámos de noite e à nossa espera estava a Eduarda com um sorriso gigante.  Feitas as apresentações levou-nos até à casa. Ao longo do caminho (a pé ) dava para ouvir o rio e olhando mais para a frente já dava para ver as luzes da sala. A Eduarda avisou logo que a lareira já estava acesa e que a casa estava quentinha.

Mal entrei eu soube que ia ser perfeito. Olhei e senti. Tudo perfeito. As paredes brancas em pedra; o cheiro da lenha a arder; a lareira ao lado da cama (incrível como estou a escrever e estou a sentir esse cheiro!); as mantas; os livros; os jogos … não há palavras para descrever o gosto com que tudo é tratado. São detalhes atrás de detalhes.

A mesa estava posta e daí a pouco ia ser servido o jantar. A Eduarda retirou-se e disse que aquele momento era só nosso pelo que não ia voltar á casa até sairmos. A Eduarda é assim. Dá-nos tudo e depois deixa-nos a saborear.

E saboreámos. Desde manhã à noite. Entre almocos e jantares que eram carinhosamente levados à nossa casa em cestas; entre passeios e paragens para sentir o sol que se fazia sentir … É descobrir, aceitar e guardar.

Ali não há espaço para outra coisa que não seja aproveitar. Não entram preocupações ou stresses.

Foram dias de luz e amor. Não só do Miguel mas em tudo naqueles Moinhos. Desde as refeições do restaurante Alpendre, às pataniscas e o vinho caseiro que a Dona Palmira (filha do antigo moleiro) nos levou … não há palavras para descrever tanto amor! É muito amor.

E por isso digo: nós não temos de fazer nada senão sentir. Está lá tudo. Tudo.

Foram 3 dias perfeitos.

Para o 4o dia a Eduarda tinha preparado uma surpresa: um passeio no Douro com um almoço servido a bordo de um barco. Nunca tinha feito por isso estava curiosa.

Mais uma vez lá estava a Eduarda de braços abertos e com um sorriso quente, de orelha a orelha para nos receber. Desta vez a Eduarda estava acompanhada. Rui Almeida e o António da Douro à Vela (empresa que organiza passeios pelo Douro) e pela Margarida Cardozo, a responsável pelo nosso almoço.

Foi mais um belo dia. Entre histórias da zona, dos vinhos da região, aos passeios e experiências que proporcionam; entre um vinho do Porto caseiro e um tinto do Douro; entre uma feijoada vegetariana e umas tapas de cogumelos … o tempo passou e nós não demos conta.

Trouxe comigo todos os detalhes destes 4 dias. A simplicidade. O amor. Os sorrisos. Tenho tudo aqui comigo em casa. Temos. Eu e o Miguel. 🙂

Não sei se sou eu que ando muito desiludida com as pessoas que me rodeiam ou as pessoas no Norte são mais verdadeiras e intensas?! Eu sinto isso.

 

Querida Eduarda, guardei tudo aqui no meu coração. Tudo. Aliás, guardámos. Obrigada.

 

 

 

 

Comments

comments